segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

me tirou do ar.

- o que foi? tá estranho comigo por que estou mais carente que o normal?
- é, amor. você não tá me dando, meio que, espaço.
- como assim? em que sentido?
- esses últimos dias temos ficado muito junto. não sei.
- hm.
- mas não fica tristinha comigo não, tá bom?
- ah, tah.. tá bom.


saiu.

- (eu não vou chorar. juro pra mim que não vou.)
chorei. muito.


ouvindo: Zizi Possi - Eu Só Sei Amar Assim

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

seu amor, seu lugar

Se acalme,
desespero momentâneos não são oportunos.

Os lugares que nos pertencem,
são lugares que nos dão amor.

E,
onde estão os amores?

Os amores estão aqui,
não sairão daqui,
não deixarão você.

É preciso liberta-se,
só assim a calmaria pode abraçar.

O peito guarda, vini,
o calor que transborda da sua eterna presença.

Ainda que longe,
o longe está distante.

É amor,
é seu lugar.

Sou,
pra quando durar,
Seu lugar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

minha poesia.

Sabe, na última vez em que nos vimos, você tinha razão quanto a maneira como me sinto...

Arqueado sobre metas infundíbulas
velado o sorriso,
não sou, nem fui deste lugar...

Esta mascara inconvem
neste baile a fantasia
sou palhaço, pierrot...

Turvo é meu intimo
este que já nem sei se brilha
ou se brilhou...

Por fim, me deixo ir
levo na bolsa os sonhos de criança
um verde de esperaça
e não muito mais que agonias...


Vinícius Grigato

-
Foi dele. É dele.
Minha preocupação,
Carinho,
Compreensão.
É você minha poesia,
Vini.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

desabafo.

A gente tenta, conversa, ajuda em conclusões, opções e até mostra, teoricamente, a realidade.

Da forma mais sensível possível e do jeito particular de ajudar, eu fiz. Eu tentei.
Sou fria? Ahhhh! Sou fria! Hmmm...
Se burrice matasse, acho que a morte já teria levado!
Preciso ser honesta. Dessa vez não sei o que houve, aonde foi o suposto erro. De outras vezes tive minhas teorias, todas as mentiras formadas e todos os motivos precisos. Mas, as do momento, não sei. Não mesmo. A única questão que me vem a mente é se signifiquei uma gota de sentimento ou se fui extremamente insignificante. Talvez servisse pra preencher vínculos sociais do meio. Maybe!
Ultimamente isso me traz desconforto. Por que comigo? Por que SÓ comigo? O que foi dito? O que "eu fiz" dessa vez?
Pra ser sincera, não sei se quero respostas. Prefiro ficar com a minha história, nela sei que posso confiar, pois foi feita por mim e mais ninguém. Sem necessidades de invenções e falas não ditas. Eu fico comigo.

É! Vai ver seja inocência.
Mas não acredito nisso.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

como um adeus.

Quantos anos? Talvez quatro?
Mas, esse ano, esse último ano, esse marcou. Foi o de emoções, de risadas e, ás vezes, intrigas inteiramente sentidas. Pingo por pingo.
Saber que todos aqueles já não estariam presentes no próximo ano e que, a cada segundo passado, a cada feriado e fim de semana esperado, o adeus estava ainda mais próximo. Os rostos, as perguntas, as vozes, as piadas, as confusões, tudo -exatamente tudo- já não seria mais o que foi. É o fim. O fim de uma etapa que ninguém sabe dizer ao certo o quanto vai perdurar.
Sentimentos foram construídos puramente por sentir e gostar daquele sentir. As lições ensinadas não foram exclusivamente disciplinares, foram muito mais que isso. Saber conhecer, reconhecer, compreender e aceitar não é algo simples como dizer. É possível percerber surpresas imagináveis, assim como os derretimentos emocionais.
Como sempre, nos últimos instantes, as verdades bateram à porta e, em meios de sorrisos e palavras, as lágrimas também foram inevitáveis.
Todos os anos juntos e, por um ponto indeciso além da certeza do fim daquelas manhãs, as brincadeiras, descrições e gargalhadas deste dia serviram como o adeus.
São muito além de colegas. São, em seu inteiro, inesquecíveis. Foi ótimo poder dividir as manhãs e, pra sempre, serão pra sempre.

- O dia de hoje foi como um adeus. Sei que muitos não continuarão presentes na minha vida e que, em alguns casos, daqui um tempo, nem um oi iremos dizer pela rua. Mas sentirei falta e saudade de todo o tempo que passamos juntos. Agradeço muito, muito, muito em ter conhecido cada um, incluindo os professores que, por sua vez, foram mega esforçados em nos ensinarem, além de professores, foram amigos e isso também marcou.
Foi maravilhosamente encantador. -

Sozinho ganho respeito. Juntos ganhamos o mundo.
Turma 3001 - Ano 10 - C. E. Conde Pereira Carneiro

 
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